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DENUNCIE

  • Por telefone: Disque 100 – Disque Denúncia Nacional de Abuso e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes. Discagem gratuita em todo o território nacional.
  • Polícia: Em caso de flagrante, a polícia deve ser acionada imediatamente.
  • Conselhos tutelares: Os conselhos tutelares foram criados para zelar pelo cumprimento dos direitos das crianças e dos adolescentes. A eles cabe receber a notificação e analisar a procedência de cada caso, visitando as famílias. Se for confirmado o fato, o Conselho deve levar a situação ao conhecimento do Ministério Público.
  • Varas da Infância e Juventude: Em municípios onde não há conselhos tutelares, as Varas da Infância e Juventude podem receber as denúncias.
  • Delegacias de Proteção à Criança e ao Adolescente. Delegacias da Mulher também podem receber queixas.

Pela Internet

Pais, tios e avós corujas do mundo perdem-se de amor pelos bebés e é vê-los a espalhar pela Internet fotos das crianças. Um estudo feito pela AVG, empresa de programas de protecção de computadores e de privacidade na Net, concluiu que 82% das crianças viajavam já pelo ciberespaço antes dos dois anos de idade.

Nos 10 países estudados pela AVG, os EUA são os que mais mostram – ou expôem – os filhotes na net: 92% dos bebés amercicanos tinha foto em redes sociais como o Facebook e o Orkut ou em sites de partilha de fotos como Flickr e o Picasa antes dos dois anos.

A Nova Zelândia também gosta de mostrar os filhos ao Mundo: 91% dos bebés neozelandezes vencem o isolamento do Pacífico e dão-se a conhecer pela Net antes dos dois anos.

Outos dois países anglo-saxónicos seguem-se na tabela: Canadá, o vizinho do Norte dos EUA, e a Austrália, o vizinho do lado da Nova Zelândia, também gostam de mostrar os filhos na net: 84% das crianças nascidas nestes dois países já têm foto na rede antes dos dois anos.

Dos 10 países analisados pela AVG, só no Japão a taxa de exposição de crianças na Net antes dos dois anos é inferior a 50%. Países como Espanha, França, Itália, Reino Unido e Alemanha figuram também entre os que gostam muito de mostrar os bebés, contribuindo para os 82% de média concluidos pelo estudo, nos 10 países visados.

Um comportamento, que acarreta riscos, e que se deve mais à baba de papás, tios e avós. Segundo a AVG, das 2200 mães consultadas no estudo, apenas 33% admitiram ter posto as fotos na Net. Os restantes 67% das fotos são colocadas por outros familiares da criança.

Mesmo que as fotos sejam inofensivas, há riscos inerentes, alerta a AVG, especialmente se revelarem datas de nascimento e apelidos. Dados que podem servir aos criminosos para falsificar documentos e cartões de crédito.

fonte: http://diganaoaerotizacaoinfantil.wordpress.com/2010/12/10/estudo-concluiu-que-82-das-criancas-tem-foto-na-net-antes-dos-dois-anos/

O abuso sexual infantil é um fenômeno frequente em nosso país e pode acarretar graves consequências ao desenvolvimento normal de crianças e adolescentes vítimas dessa prática doentia.

No Brasil, o assunto ainda não é suficientemente abordado, e as ações de combate e prevenção a esse …mal são ainda incipientes e restritas a profissionais e familiares. Entre as crianças e os adolescentes, as ações de prevenção são quase inexistentes. Para preencher essa lacuna é que chega às livrarias “Segredo segredíssimo”, da escritora baiana Odivia Barros.

Se falar de temas adultos com as crianças já é complicado, falar com elas sobre temas adultos de alta gravidade, como esse, é um desafio até para educadores, que são profissionais experientes.

Pois Odivia Barros enfrentou o desafio, e o resultado é uma contribuição importantíssima para o combate ao abuso sexual de crianças. Segredo segredíssimo é uma obra que fala do problema na linguagem delas e usando imagens e situações cotidianas do mundo delas, imagens, por sinal, maravilhosamente retratadas pelas ilustrações belíssimas da consagrada artista carioca Thais Linhares.

O conto protagonizado pela menina Alice, que toma conhecimento do “segredo segredíssimo” de sua amiguinha Adriana, traz elementos muito próximos a uma situação real de abuso sexual, vivenciada por um grande número de crianças e adolescentes, e ensina alguns passos básicos na prevenção do problema, tais como reconhecer uma situação indesejada e contar para pessoas de confiança, ou seja: não guardar o segredo.

Além disso, a mensagem, transmitida pela história, de que a criança (no caso, a pequena Adriana) será apoiada e protegida após contar o segredo a seus familiares, e não recriminada ou punida, é de extrema importância para conscientizar os leitores mirins da necessidade de romper o “muro do silêncio” que ainda envolve o assunto.

Sem falar que psicólogos e educadores concordam que histórias com final feliz, em que o bem vence o mal, são importantes para a formação da personalidade da criança, dotando-a de ânimo e capacidade para superar obstáculos e dificuldades no futuro.

fonte: http://todoscontraapedofilia.ning.com/profiles/blogs/livro-ensina-criancas-a-se

Criado em 13 de julho de 1990, o ECA instituiu-se como Lei Federal n.º 8.069 (obedecendo ao artigo 227 da Constituição Federal), adotando a chamada Doutrina da Proteção Integral, cujo pressuposto básico afirma que crianças e adolescentes devem ser vistos como pessoas em desenvolvimento, sujeitos de direitos e destinatários de proteção integral.

O Estatuto, em seus 267 artigos, garante os direitos e deveres de cidadania a crianças e adolescentes, determinando ainda a responsabilidade dessa garantia aos setores que compõem a sociedade, sejam estes a família, o Estado ou a comunidade. Ao longo de seus capítulos e artigos, o Estatuto discorre sobre as políticas referentes a saúde, educação, adoção, tutela e questões relacionadas a crianças e adolescentes autores de atos infracionais.

Estatuto da Criança e do Adolescente em mp3 – Arquivo único:

Tamanho: 244mb

http://ebooksgratis.com.br/livros-ebooks-gratis/audiobooks-e-arquiv…

 

Fonte: http://todoscontraapedofilia.ning.com/profiles/blogs/estatuto-da-crianca-e-do-1


A internet e as novas tecnologias de informação trouxeram um sem-fim de novidades e possibilidades para uma grande parcela da população mundial. Segundo dados da União Internacional de Telecomunicações (ITU, na sigla em inglês), divulgados no fim de 2008, naquela época já eram mais de 1,5 bilhão de usuários de Internet, entre redes fixas e móveis, em todo o planeta.

No Brasil, em pesquisa divulgada em junho de 2010 pela Ibope Nielsen Online, somos 37,3 milhões de usuários. E, pasme, segundo o mesmo estudo, o número de acesso entre internautas brasileiros de 2 a 11 anos de idade cresceu 27% entre maio de 2009 e o mesmo mês em 2010.

O incremento do acesso à rede aumentou também, infelizmente, os casos de violações dos direitos humanos pela internet e tem exposto crianças e adolescentes a novas modalidades de violência sexual, como abuso, aliciamento e disseminação de pornografia infantojuvenil on-line, e ao cyberbullying. Criada em 2005 com a missão de promover e proteger os direitos humanos na Internet, a Safernet trabalha em conjunto com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal. As três entidades operam a Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos (www.denunciar.org.br), em cooperação com o Ligue 100, da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH). O próprio site da Safernet (www.safernet.org.br) abriga esse canal de denúncias, totalmente anônimo, pelo qual recebe relatos apenas sobre violações cometidas em sites, blogs, redes de relacionamento e demais conteúdos on-line.

“Temos atuado com o objetivo de contribuir para que as novas tecnologias de informação sejam usadas, pela sociedade brasileira, com o máximo de respeito pelos direitos humanos”, afirma o diretor de prevenção da Safernet, o psicólogo Rodrigo Nejm. “Lamentavelmente, desde o início do trabalho, temos recebido mais denúncias de casos de violação contra os direitos da criança.” Entre 1° de junho e 1° de julho de 2010, foram 1779 notificações de pornografia infantil, por exemplo.

“Além desse trabalho de denúncia e apoio ao combate dos crimes cibernéticos, desenvolvemos programas de prevenção e educação a fim de promover o uso ético e responsável dessas tecnologias e minimizar as vulnerabilidades que levam as crianças a serem vítimas de tais crimes”, conta Rodrigo. A Safernet oferece, então, oficinas para a formação de educadores, distribuição de kits pedagógicos com conteúdos que ajudam a inclusão do tema nas salas de aula, concurso e projetos engajando os próprios jovens internautas para que se mobilizem em prol da segurança deles mesmos e dos seus pares – como concursos de vídeos e desenhos – e campanhas, a exemplo do Dia Nacional da Internet Segura (9 de fevereiro), ao lado de outras organizações.

Fonte: http://www.childhood.org.br/a-vulnerabilidade-de-criancas-e-adolescentes-na-era-da-internet

 


“Milhões de brasileiros vêm conquistando acesso à internet graças a diversos programas, mas campanhas educativas para que, desde o primeiro clique, ocorra uma navegação ética e segura não são feitas com a mesma velocidade e preocupação. Tudo isso depende de cidadania, questão muito anterior à internet.”

Essa é a opinião do psicólogo Rodrigo Nejm, diretor de prevenção da Safernet, organização criada em 2005 com a missão de proteger e promover os direitos humanos na internet e parceira da Childhood Brasil. Nesta entrevista, Rodrigo fala sobre os riscos que pairam sobre as crianças e os adolescentes internautas brasileiros e como conscientizá-los sobre os crimes cometidos on-line.

BLOG: Como encarar a sexualidade na era da internet?

RODRIGO NEJM: Quando um o adolescente publica cenas de sexo ou fotos sensuais de si mesmo na internet, nos encontramos diante de uma nova forma de expressão da sexualidade. Porém, ainda existe um tabu imenso em relação à sexualidade infantojuvenil, que independe da internet. Não se fala muito a respeito, e inúmeras famílias têm dificuldades em tratar do tema dentro de casa. Ora, nas redes sociais, nos sites de relacionamento e nos demais espaços da internet, a criança e o adolescente encontram pessoas e possibilidades para tirar todas as dúvidas e expressar tudo o que eles não tiveram condições de fazer em outros espaços presenciais. Por isso, é fundamental conversar com eles sobre a sexualidade em sua forma ampla e sobre os direitos sexuais.

Pais e educadores, muitas vezes, encaram a sexualidade como sinônimo de sexo, uma visão muito limitada. Como consequência, dizem que não é assunto para criança ou adolescente e restringem o acesso à informação. Não é preciso falar sobre sexo com uma criança de 7 ou 8 anos, por exemplo, mas sim instruí-la sobre sua sexualidade. Isso implica explicar a respeito de questões de prazer, do conhecimento do próprio corpo e dos limites das brincadeiras com o corpo de outras crianças – uma série de curiosidades sobre o desenvolvimento afetivo que todos nós temos desde que nascemos. O ser humano é sexualizado; há diferentes fases, e a cada etapa a criança precisa ser orientada sobre como desfrutar da melhor forma de seus direitos sexuais. É um tema complexo, muito amplo e delicado, que encontra resistências em diversas famílias e falta de preparo adequado por parte dos educadores para ser tratado na escola.

A internet contribuiu para o aumento de violações contra os direitos infantojuvenis?

Sim, favoreceu muito a prática desses crimes por conta da facilidade de o abusador ter acesso aos perfis das crianças e dos adolescentes. Fazendo uma rápida navegação, o sujeito chega a milhares de páginas de crianças e adolescentes, nas quais falam do que gostam, de que comunidades participam, para qual o time de futebol torcem, os programas de TV favoritos. Esses garotos e garotas podem vítimas de um abusador ou aliciador sexual que se passa por amigo, professor ou alguém da mesma idade. No fundo, os agressores querem é um jogo sexual, ainda que virtual.

A internet, então, expõe a criança e o adolescente a uma situação de risco muito maior. No ciberespaço, a garotada consegue encontrar inúmeros conteúdos de ótima qualidade para esclarecer suas dúvidas quanto à questão afetiva, ao desenvolvimento da sexualidade e ao próprio sexo. Pode também trocar ideias com seus pares. Mas igualmente corre o risco de chegar a sites com informação tendenciosas e a colegas virtuais que têm outras intenções. Nosso desafio é saber como potencializar a ajuda e minimizar o risco.

Quais são os crimes on-line de violação dos direitos infantojuvenis?

Um dos mais recorrentes é a produção e a distribuição on-line de pornografia infantil. Ligado a esse crime, há o que chamamos de aliciamento on-line – usando webcams e ferramentas de bate-papo, entre outros recursos da internet, o sujeito convence a criança – por meio da sedução ou de chantagem – a produzir e distribuir para ele fotos eróticas de si mesma ou filmes pornográficos. Pode pedir também que ela consiga, para ele, imagens sexuais dos irmãos e até de outros membros da família.

No caso do abuso, mesmo on-line, o adulto consegue forçar a criança a participar de jogos sexuais com ele, exibindo-se pela webcam, tirando a roupa, se masturbando ou até usando objetos com conotação sexual. Há também a simulação de pornografia com imagens reais, em que o sujeito pega uma foto simples da criança-alvo no site de relacionamentos e faz uma montagem, usando a imagem do corpo de alguma outra criança em situação de abuso. Isso passa a ser crime também no Brasil, de acordo com o novo texto do Estatuto da Criança e do Adolescente. Essa prática acontece porque o abusador fantasia com a criança X e quer vê-la numa situação de sexo, ou porque pretende usar tal imagem como forma de aliciamento ou assédio a vítima. Ele apresenta a fotografia à criança para fazer chantagem, ameaçando divulgá-la como se fosse verdadeira.

Por que as crianças e os adolescentes não veem o risco de se expor na internet?

Trata-se de uma questão sociocultural. Vivemos uma época de supervalorização da imagem do corpo e da erotização precoce: cada vez mais cedo, se introduzem comportamentos sexualizados, antecipando fases. Ao mesmo em tempo em que há o tabu de não falar sobre a sexualidade infantojuvenil, o sexo em si ou questões ligadas ao sexo – que seria a última etapa da sexualidade – entram cada vez mais cedo na vida de crianças e adolescentes. Tudo o que vem antes ao sexo não aparece, não se discute; mas peças eróticas, roupas sensuais, falas de sedução, isso é apresentado de modo precoce, apesar de não vir acompanhado dos esclarecimentos ligados à sexualidade. Esse fato aumenta a vulnerabilidade das crianças e dos adolescentes. Uma prova concreta é o fenômeno do sexting: crianças e adolescentes publicam fotos de si mesmos em posições sensuais e eróticas para os amigos verem. Trata-se do reflexo de uma sociedade que valoriza o sexo, o corpo, o consumismo, a competição e o individualismo.

Como ensinar a garotada a evitar as armadilhas do ciberespaço?

Existem alguns caminhos – é importante que a criança e o adolescente tenham algumas informações básicas sobre segurança na internet antes do primeiro clique. Saber que seus dados on-line ficarão disponíveis não só para seus amigos, mas também para milhões de pessoas. Para ficar protegido, é preciso entender que o ciberespaço configura o que chamamos de novo espaço público. A internet é como uma praça pública, gigantesca, planetária, com mais de um bilhão de pessoas frequentando. Tudo o que você fizer ali vai ser visto. Se uma criança divulga endereço e telefone, é como se distribuísse cartõezinhos com seus dados pessoais na escola, no ponto de ônibus, no shopping, na praça, na praia. Essa dimensão a garotada ainda não tem. Eles pensam que, no blog, no site de relacionamentos, naquele ambiente on-line, estão se relacionando apenas com o grupinho de amigos.

Por que crianças e adolescentes se expõem tanto na internet?

Nós, brasileiros, nos relacionamos de modo muito íntimo com o computador. A sociedade incorporou a concepção de internet como algo muito privado. A gente não entende a internet como espaço público: pensa que o que faz no ciberespaço não tem nada a ver com o que faria na praça, no trabalho, no shopping, na rua. Nos treinamentos da Safernet, perguntamos: alguma vez alguém já saiu distribuindo centenas de cópias da foto do happy hour na empresa ou do fim de semana em família? Todos dizem que jamais fariam isso. Mas as pessoas se exibem na internet! Uma foto on-line se torna muito mais pública no ciberespaço do que se estivesse num outdoor de uma avenida. Até pessoas que não têm prazer em se mostrar acabam se expondo sem querer.

Outro ponto: existe a concepção entre os jovens de que o legal é se exibir no espaço público. Basta contar o número de programas ao estilo “Big Brother” já realizados na TV, as revistas de fofoca… A sociedade de hoje valoriza a publicização da vida privada e cultua as celebridades – a garotada apenas segue esse exemplo. Mesmo os jovens que sabem da dimensão pública da internet acabam se expondo para fazer igual à turma; na maior parte dos casos, há se arrependem depois. Se eu me exibo na Praça da Sé hoje, amanhã ninguém mais verá minha performance. Mas se eu me exponho on-line, posso ficar no ar para sempre.

Fonte: Childhood, http://diganaoaerotizacaoinfantil.wordpress.com/

Não existem soluções simples para se combater o BULLYING. Trata-se de um problema complexo e de causas múltiplas. Portanto, cada escola deve desenvolver sua própria estratégia para reduzi-lo.

A escola deve agir precocemente contra o BULLYING. Quanto mais cedo o BULLYING cessar, melhor será o resultado para todos os alunos. Intervir imediatamente, tão logo seja identificada a existência de BULLYING na escola e manter atenção permanente sobre isso é a estratégia ideal. A única maneira de se combater o BULLYING é através da cooperação de todos os envolvidos: professores, funcionários, alunos e pais.


 

Quais são as etapas a serem cumpridas para se implantar um programa anti-Bullying?

- Primeira etapa: PESQUISANDO A REALIDADE

Este é o primeiro passo a ser dado e resume-se na aplicação de um questionário de pesquisa com a participação de todos os alunos da escola, antes de receberem qualquer tipo de informação sobre o BULLYING. Apenas um pequeno texto, apresentado no momento da aplicação, tenta situar os estudantes dentro de conceitos sobre os quais se deseja obter opiniões.

Os resultados dessa aplicação vão determinar a prevalência, incidência e conseqüências do BULLYING em cada escola. Seus dados caracterizam a percepção espontânea dos alunos sobre a existência de BULLYING e seus sentimentos sobre isso.

Nem mesmo os professores devem estar cientes sobre o tema. No momento da aplicação do instrumento, deve-se entregar a cada um deles uma carta, explicando o objetivo da pesquisa e fornecendo algumas orientações sobre a metodologia utilizada.

O questionário deve ser aplicado simultaneamente em todas as turmas de um mesmo turno, evitando-se a troca de informações nos corredores, ou a possível intimidação de alguns alunos-alvos de Bullying.



– Segunda etapa: EM BUSCA DE PARCERIAS

Uma vez analisados os resultados, todo o corpo docente deve ser informado e incentivado a discutir suas implicações, definindo que estratégias devem ser utilizadas durante o processo de divulgação e sensibilização dos alunos.



– Terceira etapa: FORMANDO UM GRUPO DE TRABALHO

Esse grupo deve ser composto por representantes de todos os segmentos da comunidade escolar, incluindo professores, funcionários, alunos e pais. Com base na realidade percebida por seus membros e com o auxílio dos dados da pesquisa, serão definidas coletivamente as ações a serem priorizadas e as táticas a serem adotadas.


 

- Quarta etapa: OUVINDO OPINIÕES

As propostas definidas pelo Grupo de Trabalho poderão ser submetidas a todos os alunos e funcionários, permitindo-se que sejam dadas sugestões sobre os compromissos e ações que a comunidade escolar deverá adotar para a prevenção e o controle do BULLYING.


 

- Quinta etapa: DEFININDO OS COMPROMISSOS

A definição da relação final dos compromissos e prioridades poderá ser feita em assembléia geral contando com todos os alunos, professores e funcionários ou, apenas, pelo Grupo de Trabalho.


 

- Sexta etapa: DIVULGANDO O TEMA

Os compromissos e prioridades deverão ser amplamente divulgados. Diversas cópias serão afixadas em vários locais da escola.


 

- Sétima etapa: INFORMANDO AOS PAIS

Os pais serão informados sobre os objetivos do projeto por meio de carta ou utilizando-se espaços dentro de reuniões organizadas pelas escolas.

 

Fonte: http://www.bullying.com.br/BEstrategias22.htm#QuaisEstrat

Orkut, Facebook, Twitter, MSN, jogos na Internet, donwload de músicas e filmes são assuntos bastante comuns a adolescentes, mas o uso da rede mundial de computadores deve ser feito adequadamente para que o internauta não se torne vítima de crimes cibernéticos. Para fazer este alerta sobre os perigos na Internet, o procurador da República Heitor Alves Soares ministrou palestra nesta segunda-feira, dia 19, aos alunos da Unidade 1 do colégio Objetivo, em Porto Velho. Nesta terça-feira, dia 20, a palestra será aos alunos da Unidade 2 da mesma rede escolar, no bairro Jardim América, às 8h30.

O convite para a palestra surgiu da própria escola que percebeu a necessidade de orientar seus alunos. A palestra “Navegação na Internet: Fique Esperto” abordou temas como os cuidados com redes virtuais de relacionamento, trocas e donwload de arquivos, ciberbullying (xingamentos, ofensas e humilhações pela Internet), sexting (envio de mensagens, fotos e vídeos sensuais pela rede mundial ou por celular), invasão e roubo de dados, aliciamento e chantagem por pessoas mal intencionadas – “amigos virtuais”.

“Em rápidas perguntas aos estudantes, percebemos que muitos destes adolescentes têm acesso à internet em suas casas e a grande maioria usa o computador no próprio quarto, longe dos olhos dos pais”, disse o procurador Heitor Soares. Segundo ele, a falta de orientação para o uso da Internet e a ausência de controle dos pais podem significar uma porta para que pessoas mal intencionadas causem prejuízos aos internautas adolescentes.

Uma das dicas da palestra foi a denúncia que o próprio estudante pode fazer aos órgãos públicos que atuam na investigação de crimes cibernéticos, como o Ministério Público Federal, e à entidade Safernet. Para denunciar, os internautas podem acessar o site www.prro.mpf.gov.br e www.safernet.org.br, sendo possível o anonimato.

“Estamos abertos a convites de outras escolas que queiram tratar do assunto com seus alunos e, principalmente, orientar aos pais sobre como prevenir seus filhos”, finalizou o procurador.

Fonte:http://www.safernet.org.br/site/noticias/mpf-orienta-estudantes-sobre-uso-adequado-internet

 

Crianças e adolescentes usam adereço com conotação sexual. Colégios estão orientando os pais

Um modismo inocente apenas à primeira vista se espalhou em escolas do ensino fundamental de Curitiba e está fazendo com que direções de colégios tomem atitudes de orientação. São as pulseiras finas, coloridas e de silicone, que começaram a aparecer nos braços de pré-adolescentes e adolescentes de duas semanas para cá.

Diferentemente das pulseiras da campanha contra o câncer, promovida pelo ciclista Lance Armstrong e que viraram fenômeno mundial há cinco anos, os novos adereços fazem parte de um jogo de conotação sexual. Cada cor representa um ato afetivo, ou sexual, que vai desde um abraço a relações sexuais completas. Em teoria, a pessoa que teve a pulseira arrebentada precisa cumprir o que comanda a cor. O jogo teve início na Inglaterra, conhecido como Snap e as pulseiras naquele país são chamadas de “shag bands” (“pulseiras do sexo”, em tradução livre).

Antes de e-mail, acessório era inocente

Para quatro adolescentes de 13, 15 e 16 anos, as pulseiras coloridas não significavam nada mais do que um adereço bonito e na moda. Isso até ontem. Ao saberem da mensagem que elas passam, dois deles vão deixar de usá-las. Os outros não acreditam na proposta do jogo. Paula*, 15 anos, estudante de uma escola estadual no Xaxim, conheceu as pulseiras no início do ano, por intermédio de uma amiga.

Código das cores

Confira os significados das cores das pulseiras:

> Amarela – abraço

> Rosa – mostrar o peito

> Laranja – dentadinha de amor

> Roxa – beijo com a língua, talvez sexo

> Vermelha – dança erótica

> Verde – chupões no pescoço

> Branca – a menina escolhe o que quer

> Azul – sexo oral a ser praticado pela menina

> Preta – fazer sexo com quem arrancar a pulseira

> Dourado – fazer todos os citados acima

Em Curitiba, a novidade é facilmente encontrada em banquinhas de camelôs. Cada conjunto com 20 pulseiras custa R$ 2,50 em média. Elas são chamadas pelos vendedores de “pulseira da malhação”. O nome pode ser referência à gíria para beijo, ou à novela dirigida para o público adolescente que faz sucesso com a garotada. Mas também são conhecidas como “pulseira do sexo” e “pulseira da amizade”.

Novidade

Pais de outras capitais de estado já haviam percebido a moda, como em São Paulo e em Vitória, no Espírito Santo. Nas escolas de Curitiba, a pulseira começou a aparecer há dez dias, de acordo com as direções de colégios, nos braços de estudantes a partir de 10 anos de idade até de adolescentes de 15 anos.

Mesmo que todas as regras do jogo não estejam sendo cumpridas pelos pré-adolescentes, algumas direções estão tentando acabar com a prática. Nas escolas do grupo Bom Jesus, orientadores educacionais estão passando de sala em sala para conversar com os alunos e pedindo que não usem mais o adereço. O Colégio Marista Paranaense tomou medida semelhante e a direção prepara uma carta aos pais explicando o real significado do inocente adorno, que deverá ser entregue por e-mail, na próxima semana. “Se alguém tiver de proibir, tem de ser os pais”, lembra o diretor-geral, Valentin Fernandes. Enquanto isso, os professores orientam os poucos alunos que foram vistos usando as pulseiras.

A diretora da escola particular Unika, localizada no Novo Mundo, Solange Fortunatto Unika, conta que lá o caso das pulseiras coloridas foi resolvido de forma rápida. Há pouco mais de dez dias, tão logo percebeu o real significado da bijuteria, resolveu reunir os poucos alunos que já tinham aparecido na escola e explicar a conotação do uso. “A grande maioria nem sabia o que significavam as cores. Assim que souberam, tiraram sem problemas. Na realidade, os alunos da 4.ª série, por exemplo, nem sabiam da proposta do jogo”, comenta.

Diálogo antes de proibição

A psicóloga Fernanda Gorosito, da clínica Criança em Foco, diz que os pais não devem agir de forma apressada se perceberem que seus filhos compraram ou ganharam as pulseiras. “A proibição vai causar maior curiosidade. Para as crianças, não passa de uma brincadeira, elas não entendem a conotação do ato. Os pais precisam conversar para explicar que isso pode ser um ato de desrespeito com o próprio corpo”, diz a psicóloga. Ela explica que a partir dos 8 anos as crianças começam a diferenciar o masculino do feminino e a mostrar sentimento pelos colegas. Por isso alguns chamam um amigo de namorado, ou namorada, sem sequer trocar um beijo. “O namoro nessa idade consiste em tomar o lanche juntos, por exemplo. Eles estão desenvolvendo o gostar, o diferenciar os sexos. Mas ainda não têm noção do que é desejo sexual, o que vão desenvolver somente na adolescência”, diz a psicóloga. Ela reafirma, no entanto, que mesmo para adolescentes essa orientação sobre respeito ao corpo deve partir dos pais, que com calma precisam estabelecer os limites, determinado com diálogo.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=951249&tit=Pulseira-do-sexo-alarma-escolas

Pulseiras dispostas em barraca em SP (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)

Um e-mail com reportagem do tabloide britânico “The Sun” circula na internet alertando os pais de crianças e adolescentes para um jogo que virou febre nas escolas do Reino Unido: o Snap. A “brincadeira” funciona da seguinte forma: uma menina coloca diversas pulseiras de silicone coloridas no braço e um jovem tenta arrebentar um dos adereços. Cada cor representa um “carinho”, que vai desde um abraço até sexo; quem arrebentar receberá a “prenda” da dona da pulseira.


As pulseiras já são moda por aqui. Baratas e fáceis de serem encontradas – um conjunto de 20 delas sai por, no máximo, R$ 2 –, elas não têm relação alguma com o jogo britânico, segundo usuários. “Pode acontecer isso fora daqui, mas no Brasil usamos só porque é legal”, disse a estudante Camila Perrenchelle, de 20 anos.

De fato, não há evidências de que algo semelhante tenha ocorrido nas escolas paulistas, segundo a Secretaria Estadual da Educação. Mesmo assim, educadores de instituições adiantaram-se à chegada da moda e começaram a tomar providências.

É o caso do colégio particular Marista Arquidiocesano de São Paulo. No fim do mês passado, a direção enviou comunicado aos pais dos alunos intitulado “Entretenimento? Consumo? Manipulação? Exploração de crianças e adolescentes?”. “Pedimos que, com discernimento e serenidade, [...] conversem sobre o melhor posicionamento para seus filhos e filhas”, informa o texto.

Em entrevista ao G1, o diretor educacional do colégio, o professor Ascânio João Sedrez, afirmou que a discussão foi parar também na sala de aula e teve um lado positivo. “Foi interessante. Surgiram pautas muito boas entre alunos e professores e também foi uma boa desculpa para que os pais começassem uma conversa necessária.”

Mãe de duas meninas, Patrícia Paz, de 39 anos, aconselhou a caçula de 10 anos e a adolescente de 13 a deixarem de usar as pulseirinhas na escola onde estudam, no Centro de São Paulo. “Elas usam desde pequenas, mas por precaução vão deixá-las de lado até essa moda passar”, afirmou.

As meninas questionaram a mãe, mas, após uma conversa franca, concordaram em colocar os adereços somente fora do ambiente escolar.

Vendas

Quem não gostou dos alertas sobre o jogo Snap foram os ambulantes que vendem os adornos nas proximidades das escolas. O G1 visitou cinco barracas e em todas a situação é a mesma: desde que começou a circular o e-mail com a reportagem do “The Sun”, as vendas tiveram uma acentuada queda.

“Antes eu vendia de 150 a 200 conjuntos de pulseiras por dia, mas agora não vendo mais do que 20″, disse o ambulante José da Silva Fontes, de 36 anos, que trabalha perto de uma escola na Vila Mariana, Zona Sul da capital paulista.


O vendedor Jean Souza Santos, de 40 anos, também sentiu a diminuição na procura pelo adereço. “Há uns quatro meses, vinham mães com seus filhos comprar. Agora nem as crianças compram mais.”

 Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1412235-5605,00-PULSEIRA+DO+SEXO+GERA+POLEMICA+ENTRE+PAIS+E+EDUCADORES+EM+SP.html

  

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